A Polícia Civil de Santa Catarina prendeu em flagrante, na tarde desta sexta-feira (14), um empresário de 52 anos suspeito dos crimes de receptação qualificada e adulteração ou supressão de sinal identificador de veículo automotor, em Coronel Freitas, no Oeste catarinense.
A ação foi realizada por policiais da Delegacia de Polícia de Fronteira de Coronel Freitas após o recebimento de informações de que peças de um veículo GM/Onix prata, ano/modelo 2023/2024, furtado em Balneário Camboriú no dia 4 de agosto, estariam armazenadas em um estabelecimento comercial de autopeças no município.
Durante as diligências e a fiscalização no local, os policiais localizaram a carcaça ou quadro cortado do veículo, além de diversas peças e acessórios que já haviam sido desmembrados.
Na inspeção, a Polícia Civil constatou que as numerações de identificação gravadas no chassi haviam sido integralmente suprimidas ou raspadas. Segundo a investigação, a situação caracteriza, em tese, adulteração de sinal identificador de veículo automotor.
Também foram encontrados diversos componentes automotivos sem notas fiscais ou documentação que comprovasse a origem lícita dos materiais.
Entre os itens apreendidos estavam módulos eletrônicos. Após análise técnica, os policiais conseguiram recuperar informações e decodificar os parâmetros originais dos componentes.
A análise permitiu confirmar que as peças pertenciam ao GM/Onix registrado como furtado em Balneário Camboriú, estabelecendo a ligação entre os componentes encontrados no estabelecimento e o veículo furtado.
Diante dos fatos, foram apreendidos diversos conjuntos de peças automotivas, módulos eletrônicos e o telefone celular do proprietário do estabelecimento.
O empresário foi conduzido para os procedimentos legais. De acordo com a Polícia Civil, não foi possível o arbitramento de fiança pela autoridade policial, considerando que a soma das penas máximas previstas para os crimes atribuídos ultrapassa o limite legal de quatro anos.
Após a lavratura do auto de prisão em flagrante, o homem foi encaminhado à unidade prisional competente e permanece à disposição do Poder Judiciário para a realização da audiência de custódia.
A Polícia Civil de Santa Catarina informou que a ação faz parte do trabalho de combate aos crimes patrimoniais e destacou a importância da integração entre investigação, fiscalização e análise técnica para identificar e recuperar bens provenientes de atividades criminosas.
Situação atual: o empresário permanece à disposição da Justiça, que deverá analisar a prisão durante a audiência de custódia.
Fonte: Nova FM - PCSC
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