A Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc) prepara a segunda etapa do programa "Destarifaço", criado para ajudar as empresas catarinenses a enfrentar os impactos das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
Segundo estudo da própria Fiesc, cerca de 80% das exportações de Santa Catarina destinadas ao mercado norte-americano são atingidas pelas novas sobretaxas, o que aumenta a preocupação do setor industrial com a perda de competitividade e de empregos.
De acordo com o economista-chefe da Fiesc, Pablo Bittencourt, a nova fase do programa vai ampliar o suporte às empresas por meio da estrutura do SENAI e do SESI, oferecendo consultorias gratuitas ou com valores reduzidos.
"Vamos oferecer assessorias para ajudar as empresas a identificar novos mercados, qualificar trabalhadores e apoiar a gestão das empresas durante esse período de dificuldades", afirmou.
Além das consultorias, a Federação pretende intensificar o trabalho de internacionalização para abrir novos mercados e reduzir a dependência das exportações para os Estados Unidos.
A Fiesc estima que o primeiro pacote de tarifas norte-americanas já impediu a criação de aproximadamente 7 mil empregos em Santa Catarina. Caso as novas sobretaxas permaneçam em vigor por mais um ano e meio, a entidade calcula que outros 17 mil postos de trabalho poderão deixar de ser criados no Estado.
Para reduzir esses impactos, a Federação também mantém articulações com o Governo de Santa Catarina em busca de medidas de apoio financeiro e fiscal às empresas afetadas.
Segundo Pablo Bittencourt, outra frente de atuação será orientar as indústrias sobre incentivos já disponíveis pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pelo programa Reintegra, do Governo Federal, que devolve parte dos tributos pagos pelas empresas exportadoras.
A entidade ainda pretende fortalecer a chamada diplomacia empresarial, incentivando as empresas catarinenses a dialogarem com seus clientes nos Estados Unidos para buscar apoio político contra a manutenção das tarifas.
Os Estados Unidos anunciaram no mês passado novas sobretaxas de 25% e 12,5% sobre parte das exportações brasileiras. Segundo o governo norte-americano, a medida foi adotada sob a alegação de práticas comerciais consideradas desleais e de falhas no combate à importação de produtos fabricados com trabalho forçado.
A Fiesc segue acompanhando o cenário e afirma que continuará buscando alternativas para reduzir os impactos econômicos sobre a indústria e o mercado de trabalho catarinense.
Fonte: Nova FM - RNA Florianópolis - @alankucmanski
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