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Campanha de multivacinação reforça proteção de crianças e adolescentes em SC

Estado apresenta cobertura vacinal acima da média nacional, mas ainda busca atingir a meta de 95% em seis vacinas do calendário infantil. Mobilização segue até 1º de setembro.

06 de Agosto de 2026 21:01

Santa Catarina participa da Campanha Nacional de Multivacinação, que começou nesta semana com o objetivo de atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos. A ação acontece em todo o país e busca ampliar a proteção contra doenças que podem ser prevenidas por meio da imunização.

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (SES), cada município está organizando estratégias para facilitar o acesso da população, como ampliação dos horários de atendimento nas unidades de saúde e ações especiais de vacinação.

Apesar de Santa Catarina apresentar índices de vacinação superiores à média nacional nos 16 principais imunizantes do calendário infantil, o Estado ainda não atingiu a meta de 95% de cobertura em seis vacinas: Hepatite B, Poliomielite, Pneumocócica, Meningocócica, Tríplice Viral e Pentavalente.

Segundo o diretor da Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina, João Fuck, a campanha é uma oportunidade para que pais e responsáveis verifiquem a caderneta de vacinação e atualizem as doses que estejam atrasadas.

"É o momento de colocar em dia possíveis vacinas que estão atrasadas. A vacinação é fundamental, ajudou a eliminar várias doenças do país, controla muitas outras e precisa ser mantida", destacou.

Ainda conforme a Secretaria de Estado da Saúde, Santa Catarina registra o nascimento de mais de 90 mil crianças por ano. Por isso, manter os índices de vacinação elevados é um desafio permanente para evitar que doenças já controladas voltem a circular.

João Fuck ressalta que o Estado continua sendo referência nacional em vacinação e já alcançou a cobertura recomendada para as vacinas BCG e Rotavírus. Nas demais, os índices estão próximos da meta, variando entre 91% e 94%.

O diretor também alertou para o risco do retorno de doenças quando a cobertura vacinal fica abaixo do recomendado. Um dos exemplos é o sarampo, que voltou a registrar casos no estado de São Paulo e apresenta aumento em outros países das Américas.

"Quando não conseguimos atingir a cobertura de 95%, abrimos a possibilidade do retorno de algumas doenças. O sarampo é um exemplo. Ter crianças sem vacinação representa um risco para toda a população", afirmou.

A Campanha Nacional de Multivacinação segue até o dia 1º de setembro. O Dia D de mobilização está marcado para 22 de agosto, um sábado, quando as unidades de saúde participantes deverão intensificar o atendimento à população.

A orientação da Secretaria de Estado da Saúde é que pais e responsáveis procurem a unidade de saúde mais próxima com a caderneta de vacinação para verificar se há alguma dose em atraso.

Fonte: Nova FM - RNA Florianópolis - @alankucmanski

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