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Com Rafael Santos

MetSul diz que tornado no RS pode ter alcançado ventos de até 300 km/h

Avaliação preliminar indica que fenômeno pode ter alcançado a categoria F3

30 de Julho de 2026 13:00

Casas destruídas, árvores arrancadas, postes derrubados e moradores feridos. Esse foi o cenário deixado pelo tornado que atingiu o Noroeste do Rio Grande do Sul na tarde de terça-feira (28). De acordo com a avaliação preliminar da MetSul Meteorologia, o fenômeno pode ter registrado ventos de até 300 km/h e se enquadrar na categoria F3 da Escala Fujita, usada para classificar tornados conforme os danos provocados.

A classificação, no entanto, ainda não é oficial. A Defesa Civil do Rio Grande do Sul informou que, até o momento, não confirma que o tornado tenha sido de categoria F3. A definição da intensidade do fenômeno depende de uma análise técnica detalhada dos estragos deixados em toda a área atingida.

Os municípios mais atingidos foram Senador Salgado Filho, Giruá, Santo Cristo e Cândido Godói. Ao longo da passagem do tornado, residências, galpões, empresas, silos, armazéns e outras estruturas agrícolas ficaram destruídos ou sofreram danos severos.

Além dos prejuízos materiais, o fenômeno deixou pessoas feridas. Segundo a MetSul, as vítimas sofreram principalmente cortes, contusões e outros ferimentos provocados pelo desabamento de estruturas e pela força dos destroços arremessados pelo vento.

A passagem do tornado também interrompeu o fornecimento de energia elétrica em diversos pontos e bloqueou estradas com árvores e destroços. Equipes trabalharam durante a noite e ao longo desta quarta-feira (29) para liberar os acessos e iniciar a recuperação das áreas afetadas.

As imagens registradas após o fenômeno mostram um corredor estreito de destruição, uma das principais características de um tornado. Em alguns locais, casas de alvenaria ficaram praticamente reduzidas a escombros, enquanto telhados, móveis e outros objetos foram lançados a dezenas de metros de distância. Árvores de grande porte também foram arrancadas pela raiz ou quebradas.

Segundo a MetSul, os danos observados são compatíveis com um tornado de categoria F3, que pode produzir destruição severa, com ventos estimados entre 254 km/h e 332 km/h. No entanto, a empresa ressalta que a classificação ainda poderá ser revisada após uma análise técnica mais detalhada. Caso os especialistas confirmem um nível de destruição ainda maior, o fenômeno poderá ser reclassificado como EF4, uma categoria superior na escala de intensidade dos tornados.

A MetSul explica que o tornado foi provocado por uma supercélula, um tipo de tempestade muito intensa e organizada, capaz de gerar fenômenos extremos como tornados, granizo de grande porte, vendavais e chuvas intensas. A formação dessa tempestade foi favorecida pela combinação de calor, umidade, avanço de uma frente fria e fortes mudanças na velocidade e na direção dos ventos em diferentes altitudes da atmosfera, condição que aumenta o risco de tornados.

Fonte: SCC10

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