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Com Fabrício Brandão

Sociedade Catarinense de Pediatria alerta: até 40% das crianças em SC estão sem atendimento com pediatras

Entidade afirma que a falta de especialistas compromete o diagnóstico precoce, a vacinação e o desenvolvimento infantil, e pede mais investimentos na atenção básica.

24 de Julho de 2026 14:01

A Sociedade Catarinense de Pediatria (SCP) fez um alerta sobre a falta de acesso ao atendimento especializado para crianças em Santa Catarina. Segundo a entidade, entre 20% e 40% das crianças catarinenses ainda não conseguem acompanhamento regular com um pediatra.

O alerta é divulgado às vésperas do Dia do Pediatra, celebrado em 27 de julho, e reforça a necessidade de ampliar a presença desses profissionais na rede pública de saúde.

De acordo com a vice-presidente da Sociedade Catarinense de Pediatria, Camila Lanzarim, a ausência desse acompanhamento pode trazer consequências sérias para a saúde das crianças.

"A criança não é um adulto em miniatura. Ela está em fase acelerada de crescimento e desenvolvimento. Sem esse olhar especializado, corremos o risco de atrasar o diagnóstico de doenças e perder o momento exato para intervir em problemas físicos ou cognitivos", destacou.

Segundo a entidade, além de atrasar o diagnóstico de doenças, a falta de pediatras pode provocar falhas na vacinação, aumentar as internações por problemas que poderiam ser tratados nas unidades básicas de saúde e comprometer a qualidade de vida das crianças.

A Sociedade Catarinense de Pediatria explica que o pediatra possui formação específica para acompanhar todas as etapas do crescimento infantil. O trabalho do especialista vai além do tratamento de doenças e inclui a avaliação do desenvolvimento físico, da alimentação, do comportamento e da rotina familiar.

A entidade também afirma que o acompanhamento contínuo reduz a procura por serviços de urgência, já que muitos problemas podem ser identificados e tratados ainda na atenção primária.

Durante o pronunciamento, a vice-presidente fez um apelo aos gestores públicos para ampliar o número de pediatras nas unidades de saúde.

"A criança precisa ser tratada como prioridade absoluta. Pedimos políticas públicas para atrair e fixar pediatras nas unidades básicas de saúde de todas as regiões. O pediatra na atenção primária resolve a maioria dos casos e desafoga os hospitais", afirmou Camila Lanzarim.

A especialista também orientou as famílias a buscarem o acompanhamento regular dos filhos com um pediatra sempre que possível.

"Cuidar bem da criança hoje é garantir um adulto saudável amanhã."

A Sociedade Catarinense de Pediatria defende a ampliação da oferta de pediatras na atenção primária e destaca que o acompanhamento especializado é essencial para prevenir doenças, orientar as famílias e garantir um desenvolvimento saudável desde os primeiros anos de vida.

Fonte: Nova FM - RNA Florianópolis

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