A implantação da Rede Catarina de Proteção à Mulher em Pinhalzinho passou por duas etapas fundamentais: a conquista de uma viatura própria para o atendimento e a chegada de uma policial militar feminina para atuar diretamente no programa.
O trabalho começou a ser articulado em 2018, com a participação da Polícia Militar, Prefeitura, Poder Judiciário e entidades locais. Segundo a Secretaria Municipal de Assistência Social, a estrutura necessária para colocar o programa em funcionamento exigiu planejamento e parceria entre diferentes setores.
A secretária municipal de Assistência Social de Pinhalzinho, Ivone Orso, explica que uma das primeiras necessidades identificadas foi garantir um veículo adequado para as ações da Rede Catarina.
Na época, a articulação envolveu o então comandante da Polícia Militar de Pinhalzinho, sargento Rocha, e representantes do município junto ao Fórum da Comarca.
De acordo com Ivone, o município participou de um edital que destinava recursos provenientes de multas e penas pecuniárias para projetos de interesse da comunidade.
Com a aprovação da proposta, foi possível adquirir a viatura utilizada pelo programa. Inicialmente, o projeto previa outro modelo de veículo, mas, após avaliação da necessidade operacional, foi definida a compra de uma Duster, com a Prefeitura de Pinhalzinho assumindo a diferença do valor.
O veículo foi entregue em dezembro de 2020 e passou a ser uma ferramenta importante para o trabalho da Rede Catarina, permitindo o deslocamento das equipes para atendimentos e acompanhamentos das mulheres vítimas de violência.
Outro desafio foi garantir a presença de uma policial militar feminina, requisito considerado essencial para o atendimento humanizado às vítimas.
Segundo Ivone Orso, houve um período de espera até que uma profissional com interesse em atuar no município fosse designada. A primeira policial feminina a assumir o programa em Pinhalzinho foi a soldado Tatiane.
A secretária destaca que a implantação da Rede Catarina só foi possível graças à união de esforços entre a Polícia Militar, órgãos públicos e entidades da comunidade.
"Foram várias mãos, tanto a Polícia Militar quanto toda a rede de atendimento, o Conselho da Mulher e a bancada feminina, que se envolveram para que o programa se efetivasse em nosso município."
Com a estrutura formada, a Rede Catarina passou a fortalecer o atendimento às mulheres em situação de violência, aproximando a Polícia Militar da comunidade e ampliando a rede de proteção no município.
Fonte: Nova FM
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