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Ministério da Saúde suspende vacinação contra dengue com imunizante do Butantan após casos graves

Medida preventiva foi adotada após registro de eventos adversos severos, incluindo duas mortes que estão sendo investigadas

09 de Junho de 2026 20:01

O Ministério da Saúde anunciou a suspensão temporária e preventiva da vacinação contra a dengue com o imunizante de dose única desenvolvido pelo Instituto Butantan. A decisão foi divulgada nesta semana após o registro de eventos adversos graves em pessoas que receberam a vacina.

Segundo informações do Ministério da Saúde, foram aplicadas cerca de 500 mil doses em todo o país. Nesse universo, foram registrados 3.703 relatos de efeitos adversos. Desses casos, 42 foram classificados como graves e apresentaram relação temporal com a aplicação da vacina. Entre eles, houve três internações em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e duas mortes que seguem sob investigação.

De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a suspensão é uma medida de precaução enquanto ocorre uma investigação técnica detalhada sobre os casos registrados.

A vacina do Butantan estava sendo utilizada principalmente em profissionais da atenção primária à saúde e em parte da população de municípios selecionados. Com a decisão, estados e municípios deverão interromper temporariamente a aplicação do imunizante até a conclusão das análises.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acompanha o caso. Segundo o diretor da agência, Leandro Safatle, todos os dados serão avaliados para identificar se existe relação entre os eventos adversos e a vacina.

A Anvisa destacou que o imunizante passou por todas as etapas regulatórias exigidas antes de ser autorizado para uso. Agora, o foco é acompanhar cada ocorrência registrada e analisar as informações de forma criteriosa.

O Ministério da Saúde informou que ainda não há prazo para a retomada da vacinação. Segundo a pasta, o tempo necessário dependerá do avanço das investigações conduzidas pelo Ministério, pela Anvisa, pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) e pelo Instituto Butantan.

Como medida de segurança, o Ministério da Saúde orienta que as pessoas vacinadas nos últimos 21 dias procurem acompanhamento nas unidades básicas de saúde para monitoramento de sintomas e sinais vitais. Já quem recebeu a vacina há mais tempo não precisa de acompanhamento especial neste momento.

As autoridades reforçam que a suspensão não significa, necessariamente, que a vacina seja a causa dos casos graves. A investigação busca justamente confirmar ou descartar qualquer relação entre o imunizante e os eventos registrados.

Fonte: Nova FM - RNA/Brasília

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