O Ministério da Saúde anunciou a suspensão temporária e preventiva da vacinação contra a dengue com o imunizante de dose única desenvolvido pelo Instituto Butantan. A decisão foi divulgada nesta semana após o registro de eventos adversos graves em pessoas que receberam a vacina.
Segundo informações do Ministério da Saúde, foram aplicadas cerca de 500 mil doses em todo o país. Nesse universo, foram registrados 3.703 relatos de efeitos adversos. Desses casos, 42 foram classificados como graves e apresentaram relação temporal com a aplicação da vacina. Entre eles, houve três internações em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e duas mortes que seguem sob investigação.
De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a suspensão é uma medida de precaução enquanto ocorre uma investigação técnica detalhada sobre os casos registrados.
A vacina do Butantan estava sendo utilizada principalmente em profissionais da atenção primária à saúde e em parte da população de municípios selecionados. Com a decisão, estados e municípios deverão interromper temporariamente a aplicação do imunizante até a conclusão das análises.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acompanha o caso. Segundo o diretor da agência, Leandro Safatle, todos os dados serão avaliados para identificar se existe relação entre os eventos adversos e a vacina.
A Anvisa destacou que o imunizante passou por todas as etapas regulatórias exigidas antes de ser autorizado para uso. Agora, o foco é acompanhar cada ocorrência registrada e analisar as informações de forma criteriosa.
O Ministério da Saúde informou que ainda não há prazo para a retomada da vacinação. Segundo a pasta, o tempo necessário dependerá do avanço das investigações conduzidas pelo Ministério, pela Anvisa, pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) e pelo Instituto Butantan.
Como medida de segurança, o Ministério da Saúde orienta que as pessoas vacinadas nos últimos 21 dias procurem acompanhamento nas unidades básicas de saúde para monitoramento de sintomas e sinais vitais. Já quem recebeu a vacina há mais tempo não precisa de acompanhamento especial neste momento.
As autoridades reforçam que a suspensão não significa, necessariamente, que a vacina seja a causa dos casos graves. A investigação busca justamente confirmar ou descartar qualquer relação entre o imunizante e os eventos registrados.
Fonte: Nova FM - RNA/Brasília
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