A defesa do empresário investigado pela morte de um homem de 42 anos, ocorrida na manhã desta sexta-feira (29), no bairro Santo Antônio, em Chapecó, divulgou uma nota de esclarecimento pedindo cautela na apuração do caso e alegando que os fatos divulgados até agora representam apenas “um recorte isolado” do episódio. O homicídio aconteceu nas proximidades da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), após uma suposta perseguição iniciada depois de um furto em uma farmácia da cidade.
Segundo a Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC), testemunhas relataram que a vítima teria sido seguida por um homem em um veículo branco. Imagens e depoimentos indicam que a perseguição terminou no pátio da universidade, onde foram efetuados os disparos. A vítima morreu ainda no local, apesar do atendimento do Serviço Aeropolicial (SAER).
Em nota, os advogados do empresário investigado afirmaram que o homem possui “conduta ilibada”, é conhecido na comunidade, trabalhador, pai de família e não possui antecedentes criminais. A defesa sustenta ainda que existe um contexto anterior ao crime que ainda não veio a público e que deverá ser analisado pelas autoridades durante a investigação.
Conforme o documento, o empresário e familiares — incluindo esposa, filha pequena e mãe idosa — estariam vivendo há meses um cenário de “profunda apreensão, insegurança e temor”, motivado por circunstâncias que, segundo os advogados, serão esclarecidas no decorrer dos procedimentos legais.
A defesa destacou que a investigação precisa ocorrer com “equilíbrio, cautela e absoluta observância ao devido processo legal”, levando em consideração não apenas os acontecimentos do dia do crime, mas também fatos anteriores que, segundo a nota, teriam contribuído para o desfecho.
“Os fatos que vêm sendo divulgados até o presente momento representam apenas um recorte isolado dos acontecimentos, sem contemplar o contexto mais amplo que antecedeu o episódio”, diz trecho da manifestação.
Os advogados também afirmaram confiar no trabalho das forças de segurança e disseram acreditar que a verdade será esclarecida por meio de uma análise “técnica, imparcial e aprofundada”.
O caso
A ocorrência foi atendida pela Polícia Militar, por meio do 2º Batalhão de Polícia Militar de Fronteira (2º BPM/Fron), após acionamento do Centro de Operações Policiais Militares (COPOM) por denúncias de disparos de arma de fogo.
No local, policiais constataram o óbito da vítima. Equipes do SAER, Polícia Civil e Polícia Científica realizaram os levantamentos periciais. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML).
A Polícia Militar informou que segue colaborando com as investigações para esclarecer a motivação do crime e localizar o suspeito, que não havia sido encontrado até a última atualização do caso.
Fonte: ClicRDC
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