O caso da morte do cão Orelha voltou a repercutir na Assembleia Legislativa de Santa Catarina. O deputado estadual Mário Mota, do PSD, anunciou na tribuna da Alesc a proposta de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito, a chamada CPI, para investigar o caso ocorrido no início deste ano, em Florianópolis.
A iniciativa surgiu após o Ministério Público de Santa Catarina solicitar o arquivamento do inquérito que investigava a morte do animal. Segundo o órgão, não foram encontradas provas de agressão contra o cachorro.
Durante a sessão realizada na quarta-feira, dia 13, deputado Mário Motta (PSD), afirmou que existem contradições entre o início das investigações e o pedido de arquivamento apresentado posteriormente.
Segundo o parlamentar, no começo do caso havia imagens, provas e até indiciamento. Para ele, o encerramento da investigação sem mais esclarecimentos deixou dúvidas para a população.
“É um caso confuso e repleto de incongruências. Está muito claro que aconteceram falhas na investigação. E, se houve falhas, Santa Catarina e o Brasil merecem respostas”, explica o deputado.
O deputado declarou que a CPI teria caráter “propositivo” e serviria para buscar transparência e esclarecer todos os pontos que ainda geram questionamentos.
Entre os itens que poderão ser analisados pela comissão estão o depoimento do veterinário responsável pela eutanásia do animal, relatos de testemunhas e a revisão completa de imagens e laudos periciais.
A eutanásia é um procedimento realizado para provocar a morte do animal de forma controlada e sem sofrimento, geralmente em situações extremas de saúde.
Para que a CPI seja oficialmente instalada na Alesc, são necessárias ao menos 14 assinaturas de deputados estaduais. Além disso, é preciso comprovar um fato determinado, ou seja, um assunto específico que justifique a investigação parlamentar.
Até o momento, não há confirmação sobre o número de assinaturas já obtidas pelo deputado.
Fonte: Nova FM - Rádio Alesc
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