A Asma continua sendo uma das principais causas de internação por problemas respiratórios no Brasil. Mesmo comum, a doença ainda passa despercebida em muitos casos, principalmente entre adultos e idosos.
O alerta é do pneumologista Camilo Fernandes, que chama atenção para o subdiagnóstico da doença e os riscos do tratamento inadequado.
Segundo o especialista, muitas pessoas confundem os sintomas da asma com bronquite, infecções respiratórias ou até outras doenças pulmonares, como a DPOC — Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, geralmente ligada ao cigarro.
Entre os principais sintomas da asma estão falta de ar, chiado no peito, tosse seca persistente e sensação de aperto no peito.
O médico explica que os sintomas costumam variar e podem piorar durante a noite, com exercícios físicos, ansiedade, mofo ou infecções virais.
De acordo com o pneumologista, a asma provoca uma inflamação nas vias aéreas, dificultando a passagem do ar pelos pulmões.
Sem tratamento adequado, a doença pode evoluir e causar crises graves.
Segundo o especialista, cerca de duas mil pessoas morrem todos os anos no Brasil em decorrência de crises de asma.
Durante as crises, os brônquios — estruturas responsáveis pela passagem do ar até os pulmões — se fecham, dificultando a respiração.
O pneumologista alerta que uma das principais causas de internação é o abandono do tratamento contínuo.
Segundo ele, muitos pacientes utilizam apenas broncodilatadores, medicamentos usados para aliviar rapidamente a falta de ar, mas deixam de lado o tratamento correto com corticoides inaláveis.
O médico destacou ainda que interromper a medicação quando os sintomas desaparecem é um dos erros mais comuns entre os pacientes.
O diagnóstico da asma é feito por meio da avaliação dos sintomas e de um exame chamado espirometria, utilizado para medir a capacidade respiratória do paciente.
Segundo o especialista, o exame está disponível pelo Sistema Único de Saúde.
O SUS também oferece atendimento com pneumologistas e fornece medicamentos para controle da doença, inclusive remédios de alto custo para pacientes com crises frequentes.
O pneumologista reforça que procurar atendimento médico diante dos sintomas e seguir corretamente o tratamento são atitudes fundamentais para evitar complicações e garantir qualidade de vida.
Fonte: Nova FM - RNA/Florianópolis
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