Santa Catarina já registrou 24 mortes por gripe neste ano, segundo a Diretoria de Vigilância Epidemiológica. O número acende um alerta, principalmente diante da baixa procura pela vacina e da proximidade do inverno.
De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, a cobertura vacinal está muito abaixo da meta de 90%. Em algumas regiões, como a Serra e o Meio-Oeste, não passa de 34%.
Os dados mostram um cenário ainda mais preocupante entre os grupos prioritários. Conforme a Diretoria de Vigilância Epidemiológica, apenas 15,21% das crianças foram vacinadas. Entre gestantes, o índice é de 29,10%, e entre idosos, 30,83%.
A gerente de doenças infecciosas e imunização, Arieli Fialho, reforça a importância da vacinação.
“A vacina é uma das medidas mais eficazes para prevenir a gripe e suas complicações. A proteção adequada ocorre de duas a três semanas após a aplicação”, explicou.
A Secretaria de Estado da Saúde também destaca que a vacina não causa gripe e pode ser aplicada junto com outros imunizantes do calendário nacional.
Outro ponto de preocupação é a chegada do frio. Segundo a Vigilância Epidemiológica, nessa época do ano há aumento na circulação de vírus respiratórios, o que eleva o risco de casos graves, principalmente entre crianças, idosos e gestantes.
Para facilitar o acesso, os municípios têm adotado estratégias como horários estendidos nas salas de vacina, ações em escolas e atendimento em instituições de longa permanência, conforme a Secretaria de Estado da Saúde.
A vacina disponível é a trivalente, que protege contra três tipos de vírus da gripe: Influenza A (H1N1 e H3N2) e Influenza B.
A orientação das autoridades é clara: a população deve procurar a unidade de saúde mais próxima o quanto antes. A imunização é gratuita e considerada essencial para evitar casos graves e mortes.
Fonte: Nova FM - RNA Florianópolis
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