O debate sobre a redução da jornada de trabalho voltou a ganhar força no Congresso Nacional.
Atualmente, a carga horária no Brasil é de até 44 horas semanais, muitas vezes distribuídas na chamada escala 6x1 — seis dias de trabalho para um de descanso.
Agora, duas propostas avançam em Brasília. Uma delas é um projeto do governo federal, que propõe reduzir a jornada para 40 horas semanais, com cinco dias de trabalho e dois de folga, sem redução de salário.
A outra frente envolve propostas de emenda à Constituição, conhecidas como PECs — mudanças na própria Constituição, que exigem mais etapas de votação. Essas propostas sugerem uma redução maior, para 36 horas semanais, permitindo escalas como 4x3, ou seja, quatro dias de trabalho e três de descanso.
O presidente da Câmara, Hugo Motta, defendeu que a discussão continue por meio das PECs.
“Seguiremos com o cronograma da PEC, porque entendemos que ela permite um debate mais amplo, ouvindo todos os setores, para construir uma proposta equilibrada”, afirmou.
Já a deputada Erika Hilton é uma das responsáveis por uma das propostas que defendem a redução maior da jornada.
Por outro lado, há resistência. A deputada Daniela Reinehr, deputada federal, PL-SC, criticou o momento do debate.
“É uma pauta que precisa ser discutida com profundidade, principalmente pelo impacto econômico. Trazer isso agora, perto de uma eleição, preocupa”, disse.
Segundo a Câmara dos Deputados, a análise das propostas segue na Comissão de Constituição e Justiça, a chamada CCJ, que avalia se os projetos são válidos do ponto de vista legal. Um pedido de mais tempo para análise adiou a votação, que deve ocorrer na próxima semana.
A expectativa é que, se aprovado, o tema avance para uma comissão especial e depois para votação no plenário, possivelmente até o fim de maio.
Fonte: Nova FM - RNA/BrasÃlia
Recomendar correção