O feriadão de Páscoa terminou com um saldo preocupante nas rodovias de Santa Catarina. Ao todo, oito pessoas morreram em acidentes de trânsito, segundo balanço das polícias rodoviárias.
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), foram registrados 103 acidentes nas rodovias federais, com 102 pessoas feridas e duas mortes.
O chefe de comunicação da PRF em Santa Catarina, inspetor Adriano Fiamoncini, destacou o número de infrações durante a operação.
“A PRF flagrou mais de 1.300 motoristas acima do limite de velocidade, além de centenas de casos de embriaguez e ultrapassagens proibidas”, afirmou.
Ainda segundo a PRF, 168 motoristas foram flagrados dirigindo sob efeito de álcool, 279 fizeram ultrapassagens em locais proibidos e 45 foram pegos usando o celular ao volante. Além disso, 472 pessoas estavam sem cinto de segurança e 61 crianças viajavam sem cadeirinha.
Já nas rodovias estaduais, o cenário também foi grave. Conforme a Polícia Militar Rodoviária (PMRv), foram registradas seis mortes — o dobro em comparação com o mesmo período do ano passado.
O comandante da PMRv, coronel Marcos Vinícius dos Santos, foi direto ao comentar os dados:
“Constatamos seis óbitos em sinistros de trânsito que poderiam ter sido evitados”, destacou.
Segundo a PMRv, as principais infrações continuam sendo excesso de velocidade, ultrapassagens em locais proibidos, falta do uso do cinto de segurança e a recusa ao teste do bafômetro — exame que identifica consumo de álcool.
A polícia também registrou cerca de 120 recusas ao teste do bafômetro e quase 400 casos de motoristas sem cinto de segurança.
Para o coronel, o problema está no comportamento dos condutores.
“Essas condutas irregulares continuam causando acidentes graves e mortes nas rodovias”, reforçou.
As autoridades destacam que a maioria das mortes poderia ter sido evitada com atitudes simples, como respeitar os limites de velocidade, não dirigir após beber e usar o cinto de segurança.
Após o feriado, a fiscalização segue normalmente nas rodovias do estado.
Fonte: Nova FM - Acaert-RNA/Florianópolis
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