Recentemente, dois casos de partos empelicados foram registrados no Hospital São José de Maravilha, durante a mesma semana do mês de fevereiro. O fenômeno é considerado incomum e ocorre quando o bebê nasce ainda dentro da bolsa amniótica intacta, a qual é muito frágil e normalmente se rompe antes ou durante o trabalho de parto.
Um dos casos aconteceu no dia 27 de fevereiro, durante uma cesariana de gêmeos. No momento do nascimento, um dos bebês veio ao mundo ainda envolto pela bolsa amniótica. A primeira reação da mãe, Camila Gois, foi de surpresa e emoção. “No começo eu nem entendi direito o que estava acontecendo. Quando me explicaram que era algo raro, fiquei muito feliz e emocionada por viver um momento tão especial”, relembra.
Ao lado do esposo, Rodrigo da Silva Alves, ela celebra a chegada dos pequenos Davi Sérgio e Antonella. “Ver meus bebês chegando ao mundo com saúde foi a maior felicidade da minha vida”, define.
O parto foi realizado pelo médico ginecologista e obstetra Dr. Ederson Pasqualotto. Ele explica que o parto empelicado não acontece de forma planejada. “Durante o procedimento percebemos que uma das bolsas estava intacta, e um dos bebês acabou nascendo empelicado. É uma experiência muito bonita de presenciar”, comenta. O momento, inclusive, foi registrado em vídeo.
Poucos dias antes, em 22 de fevereiro, outro nascimento empelicado havia sido registrado no hospital. Desta vez, ocorreu durante um parto normal gemelar e prematuro, onde uma das crianças nasceu empelicada. O procedimento foi conduzido pelo médico ginecologista e obstetra Dr. Valdir de Costa, que também participou de outros partos empelicados registrados em Maravilha na data de 22 janeiro deste ano e em 27 novembro de 2025.
A equipe do Hospital São José destaca que acompanhar esses momentos é sempre emocionante. Para a enfermeira Márcia Furlanetto, o nascimento empelicado também revela a beleza e a perfeição da gestação: “Nossa profissão envolve muito amor diariamente. Ver um bebê nascer empelicado nos permite visualizar a forma como ele esteve protegido durante toda a gestação para o seu desenvolvimento. É algo que nos lembra que a natureza é perfeita e encantadora”, destaca.
Fonte: Tamara Finardi/ WH Comunicações/ Líder
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