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Mulher acusada de mandar matar atual companheira do ex-marido é absolvida em júri em Chapecó

Após mais de 15 horas de julgamento, conselho de sentença entendeu que não houve provas suficientes para condenação por tentativa de homicídio

01 de Março de 2026 14:01

A Justiça absolveu, na noite de sexta-feira (27), uma mulher acusada de mandar matar a atual companheira do ex-marido em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina. O julgamento ocorreu no Tribunal do Júri da comarca e durou cerca de 15 horas, sendo considerado um dos casos de maior repercussão criminal recente na região.

Segundo informações do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, a ré respondia por tentativa de homicídio qualificado, acusada de ter planejado o crime por motivo fútil e com uso de recurso que dificultaria a defesa da vítima. Ao final da sessão, o conselho de sentença decidiu pela absolvição após a defesa comprovar a inocência da acusada.

Durante a manhã, foram sorteadas sete mulheres para compor o conselho de sentença. O júri acompanhou vídeos com depoimentos e ouviu testemunhas presencialmente. À tarde, ocorreu o interrogatório da ré, que optou por responder apenas às perguntas da defesa. Após as sustentações da acusação e dos advogados, além da réplica e tréplica, a sentença foi lida por volta das 23h30.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, a mulher teria procurado uma cartomante para tentar reatar o relacionamento com o ex-marido. Como o suposto ritual não teria funcionado, a cartomante teria sugerido o assassinato da atual companheira do homem. Um atirador teria sido contratado para simular um latrocínio — crime caracterizado como roubo seguido de morte.

O atentado ocorreu em 3 de junho de 2019, no Centro de Chapecó, quando a vítima foi atingida por três disparos na cabeça. Ela foi socorrida e sobreviveu. O autor dos tiros, de nacionalidade paraguaia, foi preso minutos após o crime.

O caso já teve outros desdobramentos judiciais. Em novembro de 2021, o atirador foi condenado a 15 anos e oito meses de prisão em regime fechado. Já em maio de 2022, a cartomante foi condenada a quatro anos de reclusão por extorsão, após ameaçar a acusada e exigir dinheiro. O marido da cartomante também foi condenado a 12 anos de prisão em processo que tramita em segredo de justiça.

A sessão também marcou a despedida da juíza Mônica Fracari da 1ª Vara Criminal de Chapecó. Após um ano e cinco meses na unidade, ela assumirá a Vara da Infância e Juventude da comarca. Durante o julgamento, a magistrada destacou o trabalho realizado no período.

“Deixo a unidade com a certeza de que o trabalho realizado atendeu à comunidade, entregando atendimento judicial ágil e de qualidade. Com o mesmo compromisso, sigo para atender às demandas da Vara da Infância e Juventude”, afirmou.

Fonte: Nova FM - TJSC

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