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Hoje, 24 de Abril de 2018

Pinhalzinho: Rapaz é indiciado por assassinato em festa de Ano Novo

13 de Janeiro de 2018 16:55

Nesta quinta-feira (11), a Polícia Civil de Pinhalzinho, encaminhou ao Poder Judiciário o inquérito policial que investiga o assassinato de Juares Ogliari e as tentativas de homicídio de outros cinco familiares ocorridos na noite do dia 31 de dezembro de 2017, na Linha Boa Vista, interior de Pinhalzinho.

O inquérito será agora analisado pelo Ministério Público, que poderá oferecer a denúncia ou requerer maiores diligências à Polícia Civil.

Um sobrinho da vítima, de 23 anos, está preso preventivamente na Unidade Prisional Avançada (UPA) de Maravilha desde 2 de janeiro, quando confessou o crime e se apresentou à polícia. Ele foi indiciado após interrogatório por homicídio qualificado por motivo fútil e sem chance de defesa para a vítima, e por tentativas de assassinato da avó, dois tios e um primo.

O jovem cursava engenharia eletrônica em Florianópolis. Para a polícia, ele premeditou o crime por cerca de seis meses. 

Motivação

Para o delegado responsável pela investigação, Arthur Lopes, o crime foi cometido por um "sentimento de humilhação" por parte do jovem, em razão de desavenças familiares. "Juares ficou vários anos fora da cidade enquanto fazia mestrado, doutorado e quando retornou começou a implementar algumas mudanças na família. Surgiram divergências com relação aos cuidados da mãe dele e avó do autor do crime”, disse.

Segundo Lopes, a avó do rapaz e os pais do universitário moraram juntos por mais de 20 anos e, ao retornar, Juares entendeu que ela não estava sendo bem cuidada. “Então, a família teve que se mudar e a forma como isso aconteceu gerou uma grande inimizade”, explicou.

Além das mudanças relacionadas à avó, segundo o delegado, o tio também deu início ao inventário dos bens do pai morto há vários anos. “O jovem também entendeu que o pai dele, irmão do Juares, foi prejudicado na divisão das terras e no pagamento de sacas de milho”, completou.

A origem da arma usada no homicídio ainda está sendo investigada. Juares era professor do Instituto Federal Catarinense (IFC) de Concórdia desde maio de 2016. Conforme a unidade, ele era servidor federal do Rio de Janeiro cedido para o campus.

 

Fonte: Nova FM / Polícia Civil / G1

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